1997–2007 2008–2015 2017–2026 2026–2029 Hoje
A Nova Etapa Carta Aberta de André Louro de Almeida e um Convite

Montanha Branca

Transmissões

Uma Aproximação à Escola Portuguesa

Setembro 26
Apresentação ao vivo · Acesso livre 28 de Agosto  ·  YouTube Link enviado alguns dias antes
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Esta carta foi escrita, em primeiro lugar, para quem já caminha há anos ao nosso lado, os que estiveram nos encontros, nos ciclos, nas salas onde este trabalho foi tomando forma. Se é a primeira vez que me lê, fica também o convite: o que se segue é o testemunho de uma travessia de quase trinta anos, e o anúncio de um novo ciclo que agora se abre a todos os que sentirem o chamamento.

Esta carta e o novo ciclo Montanha Branca serão apresentados ao vivo no dia 28 de Agosto, em transmissão de acesso livre pelo YouTube, a data do plenilúnio deste mês. Não é necessária inscrição prévia. O link será enviado alguns dias antes.

Saudações!

Uma reflexão sobre momentos na história interior de um grupo interno em que o tempo, traduzido em maturidade, parece abrir uma porta simultaneamente familiar e enigmática.

Setembro aproxima-se como uma aurora axial para todos nós, e o que foi preparado durante décadas ergue-se agora para uma oitava superior.

O que segue é o testemunho de uma travessia de um grupo interno com centenas de almas projectadas no nível tridimensional de Portugal e América do Sul. É também o anúncio de um novo ciclo que, como um vento vertical, desce para exprimir a harmonia causal e o fogo da unidade grupal.

É também um convite.

Encontros de Belém - O Início
Etapa I

Encontros de Belém

O Início 1997–2007

A partir de Setembro, o trabalho que temos desenvolvido ao longo das últimas décadas irá ser elevado em uma oitava. Este novo movimento ascendente tem sido assinalado nos encontros MU3 e Iniciação de forma progressivamente evidente.

Entre 1997 e 2007 ocorreu a primeira manifestação pública do Trabalho, num período em que a comunicação era emitida sobretudo a partir dos níveis superiores do plano causal.

A transmissão era supra pessoal, não detalhista, e operava a partir de correntes próximas do Universal. Essa etapa incluiu encontros privados em Alenquer, encontros no Quíron, a convite de Maria Flávia de Monsaraz, e encontros em Belém, próximo do Mosteiro dos Jerónimos.

A presença da Hierarquia de forma directa era, para muitos dos presentes, palpável, e todo um amplo Lotus foi gradualmente aberto em entrega e invocação às esferas superiores. Os encontros chegaram a ter cerca de 400 pessoas presentes, numa celebração da vida, da verdade e do caminho.

Desses encontros resultaram cerca de 72 gravações que serão disponibilizadas em breve, porque estão em ressonância com o novo ciclo que se aproxima.

Em retrospectiva percebo que este primeiro ciclo foi como um templo suspenso no ar, onde cada momento era como uma corda de luz descida dos planos internos. O grupo reunido, centenas de almas em busca, formava uma rosa humana, pétala após pétala abrindo-se ao Íman cósmico, e aos seus representantes, a Hierarquia.

As gravações desse período são, para mim, como ânforas antigas mas com um vinho novo: um vinho que, se considerado atentamente, se revela cada vez mais actual.

"como um templo suspenso no ar"
A Descida ao Vale - Preparação da Personalidade Colectiva
Etapa II

A Descida ao Vale

Preparação da Personalidade Colectiva 2008–2015

No entanto, nessa fase inicial, observámos que a maioria das pessoas presentes carregava labirintos complexos de dificuldades psíquicas, bloqueios sérios, síndromes de inadaptação social, fragilidades afetivas e múltiplas formas de descompensação. Eu mesmo observei alguns destes estados nos meus próprios corpos humanos, como é natural.

Transmitir a partir de níveis tão elevados (níveis onde a Alma opera em síntese, propósito e luz clara) produzia efeitos ambíguos: em todos, uma luz de esperança e um contacto verdadeiro; mas, em alguns, despertava uma sensação de inacessibilidade; noutros, iniciava percursos erráticos, desligamentos, complexos de Peter Pan, fugas às responsabilidades culturais, repressão do próprio intelecto, evitação afetiva ou familiar.

A comunicação causal, quando recebida por estruturas psíquicas ainda frágeis, podia tornar-se contra-produtiva, gerando dispersão ou grandiosidade em vez do alinhamento exacto procurado pela Hierarquia.

Por isso, ao regressar de uma longa estadia no Vale de Erks, Argentina, onde observei exactamente os mesmos problemas nos coligados da América do Sul, de forma voluntária e consciente, e após comunicar a todos os coligados essa opção, "descemos" o foco do trabalho para o plano mental superior.

A partir desse nível, as assimetrias, bloqueios e sombras da personalidade tornam-se mais acessíveis, mais trabalháveis, mais integráveis. Todo o grupo pôde desenvolver uma linguagem crítica, dar nomes aos "demónios" e complexos, auto-observar-se com proporção correcta no espelho da psicologia arquetípica. Todo o substrato humano do Trabalho tornou-se mais plástico e receptivo à Luz.

Essa "descida" iniciou-se em 2009 com a criação da Air School. Ao longo de sete anos acumulou-se um acervo vasto de chaves, modelos e instrumentos para que cada indivíduo pudesse lidar com o seu próprio processo psicológico. A experiência da Air School está hoje registada em mais de 250 vídeos, dos quais excertos estão disponíveis no nosso canal de YouTube.

Isso incluiu, como todos sabem, a astrologia profunda, aspectos da psicologia junguiana, o trabalho de Robert Moore e Edward Edinger, e um modelo desenvolvido entre nós, o Átomo Humano, ainda em aperfeiçoamento.

Realizámos mais de 25 cursos distintos, um sem número de seminários, todos dedicados a este nível de auto-observação, purificação e regeneração da natureza psíquica.

Explorámos trauma, afeto, arquétipos, sexualidade, medo, gravidade, família, economia, narcisismo, grandiosidade, guerra, auto-governo, e com isso isolámos as múltiplas formas de distorção do ego. Criou-se uma verdadeira cartografia da psique humana, acessível, prática e, segundo centenas de testemunhos, realmente transformadora.

Creio que a descida ao mental superior foi como descer de uma montanha de Luz Intensa para caminhar entre vales de dualidade. Como dizer?… cada sombra precisava de um nome, cada dor precisava de uma forma, cada complexo precisava de um trabalho dedicado. Inevitavelmente a Air School tornou-se um laboratório alquímico, bem como muitos dos encontros que lhe sucederam.

O Átomo Humano, a astrologia profunda, os arquétipos junguianos, tudo isso formou uma cartografia interior, como se cada coligado recebesse um mapa do seu próprio labirinto. Foi um ciclo de humildade, precisão e verdade. Penso que não é meramente poético dizer que o causal "aguardava", enquanto o humano era purificado.

"cada sombra precisava de um nome"
Monarca Universal – Estabilização do Campo Grupal
Etapa III

Monarca Universal

Estabilização do Campo Grupal 2017–2026

A partir de 2017 iniciámos as edições do ciclo Monarca Universal e uma série de ciclos complementares.

Estes encontros marcaram uma transição dos limites da personalidade para uma abertura devocional e compassiva em relação ao plano búdico e ao plano espiritual. Foi o início do retorno, mas ainda do humano para o Interno.

Foram ainda realizados ciclos de reflexão sobre a crise planetária: The White, Púrpura, Violeta e Worldcitizen.

O ciclo Worldcitizen, por exemplo, apresentou uma reflexão assente no Quarto Raio sobre o potencial para a paz, quando a Harmonia supera o conflito de forma exacta. É possível que um dia se transforme num livro: um manual para a Paz a uma escala global.

Nesta etapa foram apresentados seminários em Lisboa, Porto, Dornes e São Miguel: Ecce Homo, Rumo ao Centro, Luxor – o Tarot como via iniciática, Andros – uma reflexão sobre masculinidade, Roda – uma reflexão sobre o sagrado feminino, Us & Them, Cura Axial, Urânia, Retorno à Luz (para além da Morte), Entre o Céu e a Terra, O Sistema de Rá, entre outros…

No MU1, o Trono do Mundo, fizemos o início dessa nova transição, compreendendo a função interna de Monarca Universal e terminando o ciclo com a imagem magnífica do Cavalo de Vento da Tradição Tibetana. O grupo compreendeu o significado de liberdade da personalidade e libertação da Alma.

No MU2 concentrámo-nos na Hierarquia, na "Lanterna no Deserto". A imagem do tempo interior como estrutura inata em cada ser humano ficou mais clara. A energia de Morya permeou esse ciclo, tal como testemunhado por muitos dos coligados. Pudemos integrar também, nesse ciclo, o estudo do modelo Átomo Humano. Foi acesa uma Luz de Dignidade e Esperança nos níveis internos do grupo.

No MU3, A Exteriorização da Hierarquia, analisámos intelectualmente, e exaustivamente os Gigantes no Horizonte, os 12 desafios humanos contemporâneos e eminentes, de UFO a Transhumanismo, de Alterações Climáticas a Inteligência Artificial. Nesse contexto, estes 12 gigantes são tratados como o Adamastor do novo tempo, o desafio a superar, o guardião do umbral inevitável da nossa era. Observámos que o medo foi transmutado e o grupo encontra-se agora estável acima das névoas da confusão e do pânico colectivos.

Toda esta análise teve como contexto explícito o conclave de 2025, que marca o início da exteriorização da Hierarquia e a revelação da palavra de Ordem para o século XXI: Humanidade. Um dos sinais ardentes deste novo apelo à Humanidade revelou-se na estrela azul sobre os Himalaias.

Terminámos esta terceira etapa com um ciclo de reflexão sobre Iniciação, centrada em Cristo, o Mestre dos Mestres, que ainda decorre.

Que dizer? O ciclo Monarca Universal foi como expor-nos a três turbinas: a turbina da fundação espiritual, a turbina da Hierarquia e do Templo Interno, a turbina dos desafios do século XXI. O Cavalo de Vento tornou-se símbolo da nossa liberdade espiritual; Morya, o eco da Montanha Branca; os 12 gigantes, o Adamastor contemporâneo que testa a maturidade da humanidade, revelando o Homem Azul, Aquariano: a Humanidade como instrumento consciente do Logos Planetário.

Cristo, no final desta terceira etapa, no ciclo Iniciação, emerge como o eixo vertical, o Mestre dos Mestres, o ponto onde todas as linhas se encontram. Isso, para mim, é claro.

"o ponto onde todas as linhas se encontram"
Montanha Branca – Transmissão-Contacto
Etapa IV

Montanha Branca

Transmissão-Contacto 2026–2029

Agora, por indicação interna inequívoca e persistente, inicia-se uma nova etapa: a partir de Setembro, todo o trabalho será novamente emitido a partir do plano causal, e assim permanecerá durante pelo menos 3 anos.

Se nos últimos quinze anos trabalhámos "de baixo para cima", contemplando o homem no tempo e elevando-o à aspiração pela Eternidade, agora trabalharemos de cima para baixo, recebendo e transmitindo instruções provenientes dos níveis internos mais profundos que nos for possível contactar, como orientação para o processo iniciático que marcará toda a população receptiva nos próximos anos.

Creio que muitos seres têm agora a possibilidade de ingressar no Templo da Vida como discípulos, e os anteriores discípulos têm as portas da segunda e terceira iniciação abertas de par em par. Isso, para nós, é claro.

Esta integração entre mental superior e causal é a ponte que permite, no futuro, a aproximação ao plano búdico, onde o Cristo Interno pode já operar de forma directa sobre o comportamento. Nessa etapa será possível contemplar de novo a energia de Lys, sem projeções religiosas retrospectivas nem as apropriações típicas da boa vontade.

Plano Búdico

A consciência crística, onde o amor-sabedoria cósmico actua directamente. O horizonte para onde este novo ciclo abre caminho.

Plano Causal

O nível da Alma já desperta: propósito, síntese, direcção espiritual. O ponto de emissão a partir de Setembro.

Plano Mental Superior

Onde a personalidade foi, durante quinze anos, observada, purificada e reorganizada. A base que este ciclo integra; não abandona.

Este novo ciclo não abandonará, obviamente, os degraus que foram pacientemente construídos; na verdade, integra-os. Sem os ciclos anteriores, o trabalho não teria a estrutura necessária para a etapa de alinhamento em que iremos entrar. O trabalho psicológico profundo realizado desde 2008 preparou o "campo humano" para que a comunicação causal possa agora descer sem provocar dispersão, fuga ou descompensação.

O que antes era prematuro tornou-se possível. Isso é, para mim, uma fonte de inexprimível alegria. Quero por isso agradecer a todos os que nos acompanharam nesta difícil "descida" ao plano mental, e tiveram a humildade e o método de, em grupo, compreender a complexidade, fragilidade e beleza do processo psicológico profundo, da natureza dual da psique.

Entrámos agora, com o ciclo Montanha Branca, num período em que a transmissão será a partir de um plano mais profundo, vertical, sintético, e onde cada participante será chamado a alinhar-se com o seu próprio eixo interno. Reunimo-nos, finalmente, numa etapa de sintonia axial.

Este novo ciclo é como um raio que desce, não tanto como uma chama que sobe. O plano causal será o ponto de emissão, mas agora encontra um campo humano preparado, afinado, trabalhado, relativamente purificado. O plano búdico aproxima-se como um sol por detrás das nuvens, pronto para tocar directamente o comportamento, a ética, a acção.

Montanha Branca é, finalmente, o momento em que somos convocados, cada um em si mesmo, e todo o Lótus grupal como um organismo vivente, a se tornar um diapasão vivo, uma expressão gradual do propósito do Cristo e dos Mestres.

Como vimos, este trabalho não começou agora: foi plantado muito antes de 1997, quando ocorreram os primeiros contactos conscientes com a aura sublime das Ordens Angélicas e Humanas, que, nos níveis internos, preparam a exteriorização do Fogo Criador para esta zona do Mundo.

Sabemos, porque o coração sabe antes da mente, que este novo ciclo é uma aproximação definitiva a um certo Núcleo Ígneo, o centro ardente conhecido como a Escola Portuguesa: a matriz espiritual que sustenta o nosso trabalho de invocação, serviço e amor universal.

Sabemos também que a Escola Portuguesa tem uma ligação interna, por via de um raio central comum, o Quarto Raio, com a Escola Egípcia.

Curiosamente, um dos símbolos que nos foi confirmado para este novo momento é o lótus azul, que parece reunir o ensinamento da escola de Luxor sobre a abertura da personalidade aos níveis superiores do nosso próprio ser.

Esse Núcleo Ígneo é a força que impulsionou a individuação espiritual de Portugal, distinguindo-o da amálgama de potências que, há mil anos, compunham o tabuleiro mundial. Desde então, a missão profunda deste país, e daqueles que lhe respondem interiormente, tem sido preservar, purificar e reavivar esse Núcleo Espiritual, para que possa agora descer ao mundo com clareza, direção e potência transformadora.

O ciclo que se abre não é apenas uma continuidade: é a recolocação do eixo, o reencontro com a fonte ardente que nos chamou, guiou e preparou ao longo de décadas. É o momento em que a Escola Portuguesa emerge como uma realidade viva, operativa, causal, e onde o nosso trabalho se torna parte explícita da sua missão.

"este quadrante do mundo tem um sol secreto"

É como se este quadrante do mundo tivesse um sol secreto, e esse sol começasse agora a pulsar mais perto da superfície do mundo.

O nosso Trabalho é parte dessa descida. Somos o sopro que acompanha o Fogo, e este é o tempo em que o que foi invisível se aproxima e pode ser "tocado". É o tempo em que o Fogo gradualmente se exterioriza e o Lotus da Invocação Grupal soa a sua nota de forma límpida no interior do Templo Planetário.

E como é bela a jóia no centro do lótus….

Emblema Montanha Branca O convite, em termos práticos

Montanha Branca

O Ciclo

A integração neste novo ciclo é aberta. Não há candidatura, nem seleção, não é necessário ter acompanhado os ciclos anteriores: é uma decisão interna, por chamamento magnético, emanado pelo núcleo profundo de cada um.

Mais detalhes em breve.

Nome do ciclo
Montanha Branca
Início
Setembro 2026
Sessões online
2× por mês · Zoom
Encontros presenciais
Lisboa · a cada 2–3 meses

Live

Uma Apresentação

Na apresentação ao vivo partilhamos o percurso deste trabalho e o que se abre agora com Montanha Branca. Um encontro de acesso livre, sem qualquer compromisso.

Apresentação ao vivo 28 de Agosto  ·  YouTube  ·  Acesso livre Sem inscrição necessária. Link enviado alguns dias antes.
Síntese das etapas

Quatro décadas, quatro movimentos

1989

Contacto com Lys

1997–2007

Encontros de Belém

O Início

Activação do Lotus Grupal.

Primeiras conferências públicas. Comunicação suprapessoal. Edição de 72 gravações em áudio.

2008–2015

A Descida ao Vale

Preparação da Personalidade Colectiva

Purificação do Campo Grupal.

Air School; astrologia e psicologia profundas; Átomo Humano; 25 cursos; inúmeros seminários, criação de uma cartografia da psique. 250 vídeos em acervo.

2017–2026

Monarca Universal

A Doutrina Cósmica

Estabilização do Lotus Grupal.

MU1 – O Trono do Mundo · MU2 – A Lanterna no Deserto, Hierarquia e Morya · MU3 – 12 Gigantes e o Conclave de 2025. Inúmeros seminários. Ciclo Iniciação: Cristo como eixo iniciático.

2026–2029

Montanha Branca

Transmissão / Contacto

Abertura do Lotus Grupal.

Emissão vertical; preparação para o plano búdico; Sintonia Axial.

Glossário

Termos desta carta

Plano Causal
Nível da Alma já desperta, onde propósito, síntese e direção espiritual se unem.
Plano Mental Superior
Campo onde a personalidade pode ser observada, purificada e reorganizada.
Plano Búdico
Esfera da consciência crística, onde o amor-sabedoria cósmico atua directamente.
Hierarquia
Conjunto de inteligências espirituais livres que catalisam e orientam a evolução humana, sob a regência de Cristo.
Lotus Grupal
Campo energético coletivo aberto pela devoção, pelo ritmo correto e pela invocação.
Átomo Humano
Modelo interno desenvolvido para mapear a estrutura psíquica.
Monarca Universal
Arquétipo da soberania espiritual interior.
Sintonia Axial
Alinhamento entre o foco de luz consciente humano e o eixo espiritual interno.